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Renault Kardian conquista 4% do mercado de SUVs compactos em apenas seis meses

Lançado em agosto, o Kardian já passou do Captur e se aproxima do T-Cross, surpreendendo analistas que previam adoção mais lenta.

O Renault Kardian chegou ao mercado brasileiro em agosto de 2024 como uma aposta alta da francesa para reconquistar relevância no segmento de SUVs compactos. Seis meses depois, o resultado superou as expectativas: o modelo já detém 4,1% do segmento, ultrapassou o Captur — que era o carro-chefe da marca — e se aproxima da faixa dos 5.000 emplacamentos mensais.

O que o Kardian tem de diferente?

O Kardian foi desenvolvido na plataforma CMF-B, a mesma do Nissan Kicks, o que confere ao modelo boa rigidez estrutural e espaço interior generoso para a categoria. O interior é o ponto mais comentado: a central multimídia de 10,4 polegadas com interface fluida e o painel de instrumentos 100% digital chamam atenção em um segmento onde muitos concorrentes ainda oferecem combinações analógico-digital.

O motor 1.0 TCe 90 cv, embora tímido no papel, entrega respostas aceitáveis no dia a dia urbano graças ao câmbio automático CVT bem calibrado. O consumo médio de 13,5 km/l na cidade é um diferencial relevante.

Desafios pela frente

O sucesso inicial não esconde algumas limitações. O Kardian não tem versão com tração integral — o que afasta compradores que usam o SUV em estradas de terra. A garantia de três anos fica abaixo da concorrência japonesa, e a rede de assistência Renault, embora razoável nas capitais, é mais rarefeita no interior.

Mesmo assim, a Renault projeta fechar 2025 com o Kardian entre os dez SUVs mais vendidos do Brasil — meta que, dado o ritmo atual, parece bastante factível.

Categoria: mercado