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Renault revisita liderança histórica dos anos 2000 e cresce 31% em market share

Com Kardian, Kwid renovado e boa estratégia de preços, a francesa avança na batalha pelos SUVs de entrada e reacende o interesse do consumidor.

A Renault do Brasil teve início de 2025 que lembra seus melhores anos no mercado nacional. Com crescimento de 31% no market share acumulado no primeiro trimestre, a francesa saiu de 5,8% para 7,6% de participação — a maior desde 2007, quando o Clio era fenômeno de vendas.

A linha que faz o trabalho

Três modelos sustentam o desempenho: o Kwid 2025, atualizado com central de 8 polegadas e câmera de ré, se mantém como o veículo mais barato do país e atrai o primeiro comprador; o Kardian, lançado no ano passado, capturou clientes que migravam para SUVs sem querer pagar preços de Volkswagen; e o Sandero Stepway continua sendo a escolha racional para quem precisa de espaço sem caçamba.

O modelo Dacia por trás da estratégia

Parte do sucesso da Renault no Brasil começa no laboratório europeu: a plataforma CMF-B, desenvolvida para a sub-marca econômica Dacia, permite produzir veículos robustos com custo industrial competitivo. O Kardian nada mais é que o Dacia Duster adaptado e rebadgeado para o gosto brasileiro — uma estratégia que a Renault já usou com sucesso em outros mercados emergentes.

O que pode travar a trajetória

O principal risco é a capacidade produtiva. A fábrica de São José dos Pinhais (PR) opera em dois turnos completos, e eventuais restrições de peças ou mão de obra podem limitar o atendimento de pedidos em alta temporada. Além disso, a concorrência não vai ficar parada — Volkswagen e Hyundai já sinalizaram respostas para o segundo semestre.

Categoria: mercado