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BMW R 1250 GS: um ano de uso real — o que um dono tem a dizer

Após 18.000 km rodados em um ano, o proprietário de uma R 1250 GS conta o que funcionou, o que surpreendeu e o que decepcionou.

O relato que se segue é baseado na experiência de um motociclista que adquiriu uma BMW R 1250 GS Adventure há um ano e rodou 18.000 km em condições variadas: trânsito urbano diário em São Paulo, viagens de fim de semana para Minas Gerais e uma expedição de 9 dias pela Chapada Diamantina.

O que impressionou positivamente

"O motor Boxer 1250 com ShiftCam é excepcional. Em torno de 3.000 rpm, a mudança no perfil das cames é perceptível: a moto parece ganhar novo fôlego. O consumo de 18 km/l na estrada foi melhor do que esperava para uma moto de 136 cv e 283 kg. O sistema de navegação integrado com mapa offline no painel foi indispensável na Chapada."

O que funcionou como esperado

"A versatilidade é real: funcionou bem no trânsito (pesada, mas manejável), excelente em rodovias e capaz em trilhas moderadas na Chapada. A suspensão Dynamic ESA realmente faz diferença — você percebe quando ela muda de configuração em buracos profundos."

O que surpreendeu negativamente

"O calor do motor Boxer nos pés e pernas no trânsito paulistano é incômodo. No verão, com 35°C, o calor irradiado dos cilindros horizontais esquenta o pé esquerdo de forma desconfortável. Existem acessórios de proteção, mas deveriam ser padrão numa moto desta faixa de preço."

Custo de manutenção no primeiro ano

"Primeira revisão (10.000 km): R$ 2.800 na concessionária. Troca de pastilhas dianteiras ao sair de fábrica (os pads originais BMW são notoriamente fracos): R$ 680 pelos EBC HH. Total do ano: R$ 3.500 fora do seguro. Para uma moto de R$ 89.000, considero aceitável."

Categoria: motos